Comunistas.infoComunistas.infoComunistas.info
QUEM SOMOS
ACTUALIDADE
-
25 DE SETEMBRO DE 2011, DOMINGO
Reunião do Conselho Nacional da Renovação Comunista
O Conselho Nacional da Renovação Comunista reunido a 24 de Setembro de 2011 avaliou o agravamento da crise e debateu as linhas para a sua superação. Considerou que se impõe incentivar o dialogo entre as forças de esquerda, do BE, PCP e PS, para o exame de possibilidades de convergência com vista a minorar o sofrimento social e a preparar um plano para a retoma económica. No âmbito dos seus esforços para possibilitar o diálogo à esquerda, a Renovação Comunista vai a breve prazo reunir-se com a nova liderança do Partido Socialista.
A Renovação Comunista saúda as importantes acções populares em desenvolvimento no país, e apela à participação na grande jornada de luta da CGTP para o dia 1 de Outubro de 2011 e na acção do movimento de jovens para o dia 15 de Outubro. Na sua diversidade, a movimentação social é fundamental para se gerar uma resposta à crise e são desde já as acções agora convocadas um momento inicial para a sua construção.

Apesar das conhecidas diferenças com que os partidos de esquerda abordam o memorando da Troika, a verdade é que poderá alcançar-se a convergência em torno de pontos tão importantes como seja a oposição às pretensões do governo de direita de cavalgar as obrigações nele estabelecidas com medidas que largamente o exorbitam e que visam desmantelar a moldura social e de direitos do portugueses. É ainda possível conseguir entendimentos sobre a magnitude e calendário de aplicação das próprias medidas que estão contidas no memorando, no sentido de conjurar o sofrimento social que a visão radical liberal poderá quer imprimir-lhes. E poderá ainda colocar-se para outros parâmetros a questão da sua suspensão no caso de uma mudança de circunstâncias o tornar pertinente.

A Renovação Comunista irá bater-se para que o conjunto das forças de esquerda acordem no sentido de se construir, em Portugal e na Europa, um programa de regulação estrita dos movimentos especulativos do capital, de proibição dos off-shores e das operações especulativas em bolsa, que promovam a justiça fiscal e a repartição equitativa e justa dos sacrifícios, e que permitam gerar novos e amplos meios financeiros europeus. Só uma nova orientação na União Europeia permitirá superar a crise das dívidas soberanas na perspectiva, em última análise, do apoio ao relançamento económico e do emprego, e vencer as forças eurocépticas que não parecem hesitar em fazer retroceder a Europa para a conflitualidade entre países.

Para Renovação Comunista, o problema central da vida portuguesa tem sido, nos últimos anos, a ausência de diálogo entre as forças de esquerda, entre o BE, o PCP e o PS, e sem o resolver não será possível articular um programa de relançamento económico com todo o movimento de luta social em curso nem alcançar uma viragem positiva para a superação da crise. O país precisa de quem saiba fazer ouvir a sua voz na Europa e no Mundo a favor de uma nova política, já hoje substancialmente delineada nos seus pressupostos técnicos em múltiplas contribuições inclusive por personalidades de grande craveira técnico-científica. A urgência numa resposta ao agravamento da crise impõe que avançe a perspectiva de convergência à esquerda.