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06 DE DEZEMBRO DE 2008, SÁBADO
Comuicado da Direcção da Renovação Comunista
XVIII Congresso do PCP: o enquistamento sectário
Na sua reunião de 4 de Dezembro a Direcção da Renovação Comunista aprovou dois importantes comunicados, um sobre o XVIII Congresso do PCP e outro, já incluído neste site, sobre a Situação da Câmara de Lisboa. Leia aqui o referente ao XVIII Congresso do PCP: o enquistamento sectário.
Encerrado o XVIII Congresso do PCP, tornou-se visível que a sua principal novidade política foi a de esconjurar e combater qualquer tentativa de convergência à esquerda que possa traduzir no plano político o grande descontentamento que a política de Sócrates e a crise económica engendraram.

Mesmo descontando toda a fraseologia radical nos discursos, o efeito imediato deste posicionamento é o de conceder tranquilidade à direita e aos actuais dirigentes do PS de que o PCP não alinhará em nenhum esforço sério para questionar a hegemonia das forças que há longos anos dominam a política nacional.

No que representa um agravamento das tendências negativas do PCP para se afastar do seu património unitário, desfilou no Congresso o ataque à esquerda do PS, ao BE, e a todos aqueles que procuram encontrar soluções plurais, mas convergentes, que sirvam para inflectir o rumo das políticas dos órgãos de Estado.
Ao colocar como desígnio a ruptura – sem definir no concreto o respectivo conteúdo e contornos – como eixo de acção e condição para que o PCP aceite compromissos com outros intervenientes, o que os dirigentes actuais do PCP estão no fundo a combater é a possibilidade e a oportunidade de realmente gerar condições para uma mudança efectiva no panorama político, no Estado e nos seus órgãos, já no próximo ano eleitoral. O PCP desinteressou-se de contribuir para gerar novas condições políticas necessariamente conducentes ao compromisso entre forças plurais e de esquerda e em torno de um programa alternativo e de conduzir a sua acção política para outra coisa que não seja o crescimento do protesto e do isolacionismo do PCP.

Na realidade, a suposta elevada exigência política que a posição da direcção do PCP coloca, exigência onde parece nem caberem forças social-democratas ou socialistas, é no fundo um manto diáfano da retórica onde se esconde uma posição recuada, de desvalorização das condições políticas concretas em que nos encontramos, e uma abdicação em intervir na batalha eleitoral de grande significado histórico que acontecerá em 2009 para alcançar e acumular ganhos reais na correlação de forças.

Ao contrário das mensagens e sinais políticos saídos do XVIII Congresso do PCP, a tarefa mais importante para os comunistas, no plano da sua acção política, é a de dinamizar todas as possibilidades de entendimento à esquerda, desde a esquerda do PS, ao BE e independentes, mas também continuar o esclarecimento e o apelo insistente para que o PCP e toda a sua base de apoio desempenhe nesse processo um papel construtivo e dinamizador.

Lisboa, 4 de Dezembro de 2008

A Direcção da Renovação Comunista


 
Comunistas
Enviado por Albano Pereira, em 14-12-2008 às 18:02:29
Ao ler este comunicado tenho a sensação que estou a ler um comunicado do PCP. A mesma linguagem, as mesmas frases.
No fundo os Renovadores nada renovaram. Apenas formaram um grupinho...
Assim não vamos lá!

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