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08 DE MARÇO DE 2008, S√ĀBADO
O Conselho Nacional da Renovação Comunista toma posição!
A RC e a censura dos professores à política de Educação do Governo!
O Conselho Nacional da Renova√ß√£o Comunista analisou o desenvolvimento da luta dos professores e pronuncia-se pela urgente abertura de um efectivo processo negocial s√©rio e sem condi√ß√Ķes pr√©vias que premita projectar a luta em efectivas mudan√ßas e moderniza√ß√£o da escola p√ļblica portuguesa.
Um conjunto de importantes e necess√°rias reformas na Educa√ß√£o foi acompanhado da implementa√ß√£o de uma teia burocr√°tica pesada e in√ļtil. A existencia desde longa data no ME de uma massa de educadores de secret√°ria, sem contacto com a realidade das escolas, teve como corol√°rio a actual situa√ß√£o calamitosa de centraliza√ß√£o absurda de decis√Ķes, despachos contradit√≥rios, e incapacidade de focalizar os aspectos prioritarios de mudan√ßa.
A integra√ß√£o na Escola de novos cursos profissionais ‚ÄďCEF- de alguns jovens problem√°ticos, que deve ser saudada como decis√£o merit√≥ria, n√£o pode coexistir com a degrada√ß√£o da autotoridade do professor e da escola. Pelo contr√°rio, assistimos em 2007 a uma campanha de culpabiliza√ß√£o e descr√©dito dos professores, que tornou a doc√™ncia em muitos casos num exerc√≠cio de permanente conflitualidade. A dignidade da Escola e do professor √© um pilar do ensino, que a Escola P√ļblica est√° a perder em favor doe Ensino Privado.
Ao pretender apenas exibir estatisticas menos negras quanto ao insucesso e abandono escolar, retira √† escola instrumentos e condi√ß√Ķes necess√°rios ao seu bom funcionamento, deixando o professor entregue a si mesmo.
A aprova√ß√£o da √ļltima vers√£o do Estatuto do Aluno, admitindo at√© √†s raias do absurdo o absentismo dos alunos, veio dar mai uma machadada no edif√≠cio da Escola.
A Escola deixou de ser um local onde antes do mais se aprendem atitudes de responsabilidade, civismo e hábitos de trabalho. O sinal dado pelo poder político, AR incluída,pela posição do PS, foi o de uma escola ainda mais permeável ao laxismo de toda a espécie, onde o aluno tem sempre razão e deve progredir a qualquer custo.
A equival√™ncia curricular dos cursos de educa√ß√£o e forma√ß√£o, de conte√ļdos minimalistas em mat√©ria proped√™utica, equiparados ao 9¬ļ ano, √© uma burla que o pa√≠s pagar√° caro, que desmente a m√°scara de exig√™ncia e qualidadade do discurso oficial.
A RC entende que √© urgente e indispens√°vel a salvaguarda dos aspectos que se podem considerar positivas nas medidas em implementa√ß√£o, exige um apaziguamento de tens√Ķes dentro das escolas atrav√©s da abertura de um processo de negocia√ß√£o s√©rio e sem condi√ß√Ķes pr√©vias.
A m√°quina do ME, designadamente desde os secret√°rios de estado √†s direc√ß√Ķes regionais, √© manifestamente incompetente para ultrapassar o seu esgotado modelo de centralismo obessessivo.


 

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