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16 DE MAIO DE 2010, DOMINGO
A Renovação Comunista elegeu os seus Orgãos Sociais e toma posição sobre a Situação Política
Realizou-se no dia 15 de maio em Lisboa a votação presencial para os órgãos da Renovação Comunista ao mesmo tempo que decorreu um debate sobre a presente situação de crise económica nacional e internacional. Deste debate entre os membros da Associação foi decidido que a Direcção tornasse públicas as suas posições sobre o actual momento político.
1 – A Associação Política Renovação Comunista procedeu à eleição dos seus corpos sociais no passado dia 15 de Maio, no cumprimento dos seus estatutos. Os novos orgãos sociais compreeendem uma renovação na sua composição e irão desenvolver a resposta comunista à presente situação; intervir na batalha das presidenciais para a vitória da candidatura de Manuel Alegre; lutar pela concretização do projecto de regionalização e intervir na Revisão Constitucional; tomar iniciativas nas políticas sectoriais e continuar a pugnar pela convergência das forças de esquerda. Os resultados eleitorais e o programa de acção dos órgãos sociais encontram-se em www.comunistas.info.

2 – A RC reafirma o seu empenho na eleição de Manuel Alegre como fundamental desígnio nacional. De acordo com o programa dos seus órgãos sociais, só a candidatura de Manuel Alegre, “poderá mobilizar e congregar vontades hoje ainda dispersas na esquerda e no centro-esquerda de modo a abrir caminho a um diálogo indispensável para a superação dos graves problemas do país. A candidatura tem soberanas condições para acolher com conforto e distenção os partidos da esquerda e do centro-esquerda, mas igualmente toda a vasta expressão inorgânica da esquerda com vista a um passo em frente na saída da longa e penosa crise económica”. É nessa possibilidade que devem convergir os comunistas e o movimento dos trabalhadores, num processo que deve fazer aproximar e não dividir, deve articular e não separar o vasto conjunto de forças sociais e políticas com vista a uma saída.

3 – A RC apoia a Manifestação convocada pela CGTP para 29 de Maio para exigir um novo rumo político para o país. Um rumo que interrompa a linha de preservação da presente ordem económica, responsável em última análise pelo retrocesso nas condições de vida dos portugueses e pelo ciclo infernal dos défices e da estagnação económica. A resposta popular é peça chave para mudar a correlação de forças a favor da prosperidade e mais justiça e coesão sociais.

4 – A crise que atinge hoje a Grécia e se estende a outros países como Portugal, embora com características diferenciadas, resulta da mesma obstinação dos agentes do capital na especulação, sem controlo, e sem mínima regulação, social, financeira ou política. Os mesmos que atiraram antes o mundo para a crise encarniçam-se agora em impor condições inaceitáveis às economias dos países no emprego, educação, saúde e segurança social e não se coibem de cobrar condições leoninas com consequências nefastas no rendimento dos trabalhadores para deitarem a mão a escandalosas remunerações dos seus activos financeiros. E fazem-no de forma absolutamente revoltante depois de terem muitos deles acabado de receber injecções monumentais de dinheiros públicos para os salvarem da falência. Em vez desses fundos serem utilizados na recuperação efectiva da economia no interesse de todos, estão agora a servir de alavanca para pressionar novas e maiores provações aos povos. A Renovação Comunista apoia todos os esforços de convergência com a luta dos povo grego para escapar ao turbilhão de medidas anti-populares e de austeridade que atinge o âmago da actividade económica e o rendimento dos trabalhadores naquele país. Mais sublinha a Renovação Comunista que a presente situação exige maior coordenação da esquerda a nível supra-nacional para que os centros de decisão a este nível possam ser devidamente pressionados e alvejados pela reclamação popular a favor de uma nova Europa, livre dos off-shores e das actividades de casino em que se tornou a finança mundial. A RC exige a imediata adopção de medidas robustas de regulação em relação aos fundos especulativos que operam a todos os níveis sob pena de continuarem a envenenar toda a atmosfera financeira. É ainda imperioso acabar com os off-shores na Europa. É finalmente imperioso dotar os Estados e a própria UE de meios financeiros públicos que accionem eficazmente a recuperação económica na perspectiva de uma reconversão assente no interesse geral e de um crescimento sustentado das condições de vida dos trabalhadores e do emprego, em abertura e solidariedade com o resto do mundo. São igualmente necessárias medidas fiscais que promovam a protecção de actividades criadoras de emprego e sinalizem uma colecta socialmente justa dos recursos com forte penalização das actividades especulativas.

O momento é de intensificar a luta, fazendo convergir as forças de esquerda no plano nacional mas igualmente no nível supra-nacional.


 

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