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21 DE MAIO DE 2010, SEXTA FEIRA
POR: Guilherme Statter e Paulo Fidalgo
“Short selling” e uma fantasia sobre o fim do Euro
O governo alemão acaba de proibir o “short selling” aparentemente com o desagrado de outros parceiros da UE que terão achado a medida unilateral e não negociada.Leia aqui a curiosa iniciativa de uma rádio inglesa de produzir uma fantasia radiofónica sobre o fim do Euro e como isso pode ser interpretado á luz da tentativa de alguns governos regularem os principais instrumentos da especulação financeira. Guilherme Statter dá-nos aqui o seu breve comentário.
“Short selling” e uma fantasia do fim do Euro

O governo alemão acaba de proibir o “short selling” aparentemente com o desagrado de outros parceiros da UE que terão achado a medida unilateral e não negociada. O Washington Post de hoje não deixa de chamar à atenção para o facto de “ os limites ao “short selling” – em que uma terceira parte negociante pode ganhar dinheiro por colocar apostas em, por exemplo, o montante de queda de uma moeda , e qual a proximidade de colapso financeiro que uma dívida soberana como a da Grécia pode estar -- serem largamente simbólicos. É que só uma pequena percentagem dessas transações é que são praticadas na Alemanha, com a grande maioria delas a serem realizadas em Londres e Nova York, fora portanto dos reguladores alemães.

Para quem quiser ilustrar-se em “short selling” um dos produtos financeiros mais venenosos, de resto totalmente desregulado, que estão fortemente associados aos aspectos mais visíveis da crise financeira em curso, sempre pode dar uma olhada à wikipedia .

A maré regulamentadora parece ter tomado conta de alguns governos como o Alemão e o Americano, mas não de todos. De tal maneira que aumentam as desavenças na Europa, ao que parece sobretudo com o governo inglês dado que a sua praça da city de Londres é o quartel general dos especuladores.

Entretanto deixou de ser inverosímil a ideia de colapso da união monetária com o fim do Euro. Ao ponto de surgirem agora três minutos de fantasia radiofónica na radio 4 do UK sobre o fim do Euro que pode ser acedida em Felix Salomon .

O camarada Guilherme Statter comentou assim este tipo de “fantasia”:

Uma fantasia é sempre uma fantasia... Mas a verdade é que a ficção, por vezes, é ultrapassada pela realidade.
Alguns comentários, no entanto "are in order".
Vamos a ver...

- A fantasia está eivada da velha e relha estória do Norte da Europa (protestante, trabalhadora e pátáti e pátátá...) e o Sul da Europa (católica, preguiçosa e perdulária e pátáti e pátátá...).

- Os países da Zona Euro que mais querem continuar a construção da Europa (a tal que é "dominada" pelos "prussianos" dos Alemães...), pelos vistos são os países mais afastados da Alemanha. Aqueles que menos terão apanhado com as guerras e invasões teutónicas. Pelos vistos os nossos comentadores não se dão conta que os países mais pequenos "vizinho-periféricos" da Alemanha (Holanda, Bélgica, Eslováquia, Austria...) seriam então aqueles que - pelos vistos - não se importavam assim tanto com um "anschluss" de facto... O Hitler deve estar a rir-se...

- O "golpe de Estado" da Eurozona terá sido apenas o primeiro sinal de que os dirigentes "Alemães" depois de terem "comido a carne" (das vendas de Audi e VW e Mercedes e Simens e etc... a crédito...) se dão agora conta que também têm que "roer os ossos", assumindo responsabilidades de governação da Europa.

Resta saber se os outros "povos" e nações" desta Europa (tenho aqui ao meu lado um poster com um mosaico de 60 e tal nações...) aceita ser governada (para já de facto e depois de jure) a partir de um centro onde predominem "alemães" (whatever that means... às vezes nem eles se entendem...)

No meio disto tudo bastava uma depreciação geral do Euro (os "alemães" se calhar até não se importavam muito). O problema é que "isso" não se faz por decreto. É uma questão - também - de Oferta e Procura. E neste momento são muitos "cães" à procura de Euros. Até como moeda de refúgio. Logo, pressões no sentido de continuar a valorizar o dito cujo Euro. O que é extremamente prejudicial para as exportações de todos os países da zona Euro, para fora da zona euro...

Cordiais saudações,



 

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