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01 DE ABRIL DE 2012, DOMINGO
Nota editorial da NewsLetter de Abril de 2012
Apesar de se adensarem as ameaças sobre a situação social e económica do país, com vários indicadores a evidenciarem o seu agravamento, o governo mantém a sua trajectória, talvez na expectativa de conseguir passar entre os pingos da chuva da recessão ou de se verificar uma inversão na conjuntura externa de maneira a ganhar autoridade para prosseguir o desígnio de provocar profundas e extensas reformas estruturais. Enquanto isso, os sindicatos alemães conseguiram arrancar do governo aumentos salariais para as empresas públicas de 6.3%, nos próximos dois anos. Em tempos difíceis, a função reivindicativa dos sindicatos assume uma relevância particularmente importante na medida em que dão prioridade à defesa das condições de vida dos trabalhadores.
São vários os sinais de intranquilidade na direita e no seu governo. Desde logo a estratégia de o PSD ter centrado o seu congresso no ataque constante ao PS de maneira a ocultar as dificuldades que está a ter em conseguir que a sua base social aceite o programa de austeridade que está a ser aplicado. Mas, ao mesmo tempo, a necessidade recorrente de se justificar com a governação de José Sócrates para tomar constantemente medidas impopulares. Mas esta estratégia não é mais do que o corolário dos ataques lançados por Cavaco Silva contra o ex-primeiro-ministro no prefácio aos seus Roteiros. Se dúvidas houvessem sobre a leitura que ele faz da situação política, aí está o contributo que tem dado para a fazer reverter para um plano que a torne menos penalizadora para os portugueses.

Abril é, simbolicamente, o mês em que a esquerda converge no desfile da Avenida da Liberdade. E mais do que nunca esse desfile e essa convergência fazem sentido. Já não só no plano simbólico mas sobretudo no plano estratégico e programático. A oposição ao governo deve ter neste 25 de Abril um momento particularmente alto e significativo. A Renovação Comunista convoca todos os portugueses para a rua, nesse dia que se quer de festa, luta e unidade democrática.


 
o porquê?
Enviado por Rodrigo Carvalho, em 02-04-2012 às 09:40:29
Para quando os políticos que têm governado o País, e com reformas acumuladas, que nos deixaram na miséria, serão responsabilizados e acusados publicamente dos erros cometidos; para quando o padrinho (Cavaco) e os afilhados serão julgados pelos desvio dos dinheiros do BPN;
para quando os camaradas denunciam os desvios que a direita tem o monopólio, e que abusivamente enchem os bolsos e deixando na misérias quem trabalhou e descontou durante quarenta anos e só vê injustiças.
O 25 de Abril foi feito a pensar em acabar com os ricos, mas devia ter sido feito para acabar com os pobres.

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