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06 DE DEZEMBRO DE 2013, SEXTA FEIRA
Editorial da NewsLetter de Dezembro de 2013
O problema que pode estar a criar mais dificuldades no centro-esquerda e na esquerda portuguesa, aquele que terá de fazer toda a diferença com as actuais políticas, são as medidas a tomar por um governo saído das próximas eleições legislativas, dado não só o ponto de partida e o contexto em que têm de ser tomadas, mas também as expectativas com que vai ter de lidar. O caderno de encargos do desafio é particularmente exigente. Por essa razão, começa a tornar-se obrigatória a produção, já não só de linhas programáticas mas das medidas concretas que o centro-esquerda/esquerda estão em condições de aplicar.
Existindo já, a crer na quantidade e densidade das análises produzidas neste campo político sobre as origens, causas e consequências da situação social que se está viver, uma visão genericamente aceite dos principais eixos de governação, mau grado a necessidade da sua validação formal, uma das condições para que o cepticismo que actualmente domina as preferências partidárias dos eleitores evolua no sentido de favorecer escolhas inequivocamente situadas no especto do centro-esquerda/centro, é a existência de um programa mínimo para ser integralmente aplicado durante uma legislatura, aquilo que se poderia designar por um programa de reconstrução nacional.

Enquanto o debate e a discussão deste instrumento de governação não for realizado, e para o qual devem ser convocados todos quantos se situam neste campo, o traço que vai marcando a vida política dos seus principais actores políticos é a impaciência. Sobretudo porque o que está em curso é uma operação de substituição da discussão da estratégia pela discussão da táctica, com o risco do súbito surgimento de um cisne negro, para usar uma expressão de Nassm Taleb, na altura de fazer as contas eleitorais e construir uma solução governativa.

É por essa razão que o primeiro trimestre de 2014 deve ser aproveitado para responder a esta necessidade, porque bem pode acontecer que o semestre termine com eleições legislativas antecipadas, cumulativamente com as europeias. Perante esta eventualidade, o centro-esquerda/esquerda não podem ser apanhados desprevenidos. Os potenciais entendimentos poderão tornar-se mais exequíveis, e porventura incontornáveis, se o trabalho estiver concluído a tempo e horas, e se o processo de trabalhar respeitar os métodos de trabalho de cada um.


 
Geóloga, Profa. Associada, Ensino Sup. Público
Enviado por Zenaide carvalho G. Silva, em 08-12-2013 às 12:45:05
É verdade. Estamos impacientes. Já sabemos as causas do que está acontecendo, já acompanhamos as discussões, os diagnósticos estão feirtos, as consequencias da política em curso, das intenções de quem hoje governa, e do afundamento do país. Estamos todos desejosos do esperado entendimento entre a esquerda e de propostas concretas para uma nova governação. E não nos resta muito tempo...

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