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20 DE JULHO DE 2013, SÁBADO
POR: Direcção
Comunicado da Renovação Comunista
Não aos Cortes de 4,7 mil milhões! Eleições para Romper com a Austeridade!
Na terceira semana de crise política, muitos portugueses pensavam de boa fé ser ainda possível um compromisso abrangente para melhor enfrentar a recessão económica. Essa expectativa saiu gorada quando a direita revelou a sua obstinada insistência na acentuação das medidas recessivas que poderão lançar milhões de portugueses para a miséria e a catástrofe social.
Embora fosse perceptível que as demissões do governo e a ginástica presidencial de última hora reflectiam já as dificuldades do fundamentalismo austeritário e do seu projecto de cortes de 4,7 mil milhões, fundamentalmente à custa do Estado Social, a verdade é que todo processo negocial veio tornar mais claro os dados do problema e a enorme fractura que atravessa o país.

Ficou meridianamente claro que a direita e um restrito sector do capital bancário e financeiro que a apoia preferem a recessão para acentuar a sua guerra de classe contra trabalhadores e classes intermédias, forçar o desemprego macisso, desmantelar o Estado Social e garantir os seus créditos e negócios, do que proceder à retoma e ao estímulo económicos que levem o país ao relançamento.

A Renovação Comunista saúda a defesa por parte do PS de um programa de rotura com a austeridade catastrófica envolvida no projecto de cortes de 4,7 mil milhões de euros, mostrando que o que está em causa é o ataque ao emprego, às pensões e às prestações do Estado Social. A direita, mostrou a sua natureza predadora e desmascarou-se no seu propósito de capturar o PS para a armadilha de uma suposta salvação nacional mas que serviria para o governo reconquistar fôlego na sua política de afundamento nacional. Essa emboscada falhou e é a direita que sai ainda mais enfraquecida.

Para a Renovação Comunista importa acentuar a mobilização e a convergência das forças de esquerda e do centro esquerda, das centrais sindicais e dos movimentos sociais para que a crise se resolva da única forma conforme à Constituição: avançar para eleições antecipadas em Setembro de 2013.

As visões contraditórias evidenciadas no fracassado processo negocial têm de ser resolvidas através do voto dos portugueses e só um governo de reforçada legitimidade apoiado no centro-esquerda e na esquerda terá condições de proceder a uma viragem na política económica e encetar a recuperação.

A Direcção


 

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