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07 DE NOVEMBRO DE 2015, SÁBADO
FONTE: RC
A Renovação Comunista toma posição:
Celebrar o Acordo, Desenvolver a alternativa!
Por coincidência, auspiciosa de resto, é no dia do 98º aniversário da Grande Revolução Soviética que a situação política portuguesa evolui para um vasto acordo das esquerdas e do centro-esquerda, o que torna possível afastar a direita do poder e dar início a um novo ciclo político. A RC toma posição sobre o desenrolar do processo negocial e regozija-se desde já com os anunciados acordos entre PS, BE, PCP e Verdes.
É com regozijo que os comunistas tomaram conhecimento do êxito do processo negocial entre o PS, BE, PCP e Verdes, para a formação de um governo com apoio maioritário no parlamento.

O acordo enche de entusiasmo os democratas, socialistas e comunistas que legitimamente conquistaram a maioria do parlamento a 4 de outubro passado. Abre-se assim um novo ciclo para “virar a página” do austeritarismo, inverter a espiral de empobrecimento das classes populares e apoiar os serviços públicos.

O acordo é uma vitória de todos sem exceção, no PS e à sua esquerda! Ainda assim, não deixa de culminar o esforço dos que há largos anos se vêm batendo pela convergência como é o caso da Renovação Comunista. Desde a sua fundação, em 2003, que a RC tem procurado abrir caminho ao diálogo com o Centro-esquerda, como o mostra a convergência que possibilitou a eleição de António Costa na Câmara de Lisboa, o acordo com o PS na Câmara do Porto, e o apoio às candidaturas unitárias às presidenciais. A Renovação Comunista estabeleceu inclusive um acordo com o PS nas últimas eleições europeias com vista precisamente a abrir uma perspectiva de convergência que permitisse mais adiante afastar a direita do poder. A Renovação Comunista apoiou finalmente a candidatura Livre/Tempo de Avançar às legislativas cujo eixo fulcral era precisamente o de abrir a possibilidade de uma solução de governo com o Partido Socialista. Mesmo sem conseguir os seus objetivos eleitorais, esta candidatura veio contribuir para recentrar o debate precisamente em torno da convergência. Foi pois lançada semente que acabou por frutificar agora.

Na sua pluralidade, é extraordinário que a esquerda e o centro-esquerda conseguissem escolher focos concretos de negociação para, num curto período de tempo, pôr cobro ao governo da direita e responder à urgência económica e social que o país enfrenta, quando durante longos anos não tinha sido possível o mínimo entendimento. Isto sem prejuízo do debate que todos continuarão a travar em torno das suas consignas mais estratégicas. A convergência em curso está já a mostrar a diversidade que hoje fertiliza o espaço da esquerda, em contraste com a pobreza de ideias de uma direita cada vez mais monótona e sem soluções. Ao convergirem, as esquerdas e o centro-esquerda, abriram de forma inédita as portas ao debate e à criatividade que não deve ser prematuramente encerrado em qualquer tropeção de dificuldade política.

A Renovação Comunista apela agora a que a desejável investidura de um novo governo de convergência possa ser amplamente celebrada no país com expressões inequívocas de convívio democrático entre todas as correntes de opinião, por forma a mobilizar o apoio à nova realidade e impulsionar as mudanças imediatas que o país carece. Será igualmente um tempo para se iniciarem debates mais aprofundados que respondam aos problemas estruturais da modernização do país, construir uma sociedade mais coesa e gerar força a favor de uma nova orientação para o processo de construção europeia.

A Direção da Renovação Comunista

7 de Novembro de 2015


 

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