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07 DE MARÇO DE 2015, SÁBADO
FONTE: RC
Posição do Conselho Nacional da RC
Sem condições para continuar!
O Conselho Nacional reuniu a 7 de março na sua 1ª sessão após eleições na RC e concluiu:
1) O CN condena o comportamento relapso e imoral do 1º ministro que tem o descaramento de acusar os seus concidadãos de serem despesistas, de terem negligentemente agravado a dívida, quando afinal é ele que se comporta nas suas obrigações pessoais para com a Segurança Social com dolosa evasor, ainda por cima de forma reiterada ao longo dos anos. O CN ciente da precariedade da situação, a seis meses de eleições ordinárias, cruciais para abrir um caminho novo para o país, condena o comportamento de escudo protetor do primeiro-ministro adotado pelo Presidente da República e considera que o Primeiro-Ministro não tem condições para continuar à frente dos destinos do país. Nada justifica prolongar uma situação desprestigiante como esta e que nenhuma desvantagem haveria em antecipar eleições, por um trimestre que fosse, para conjurar os prejuízos causados pelo comportamento do chefe do governo.

2) O CN da RC pronunciou-se pela importância em prosseguir os esforços de afirmar no país a Candidatura Cidadã Livre/Tempo de Avançar como polo de convergência à esquerda capaz de contribuir para uma solução de governo que ponha cobro à austeridade, dê resposta à emergência social e à pobreza, e consiga relançar a economia e as políticas públicas no SNS, educação e justiça.

3) O CN considera que a intervenção à esquerda se deve pautar pela apresentação de um programa mobilizador que interpele todos os interlocutores à esquerda, com ênfase no PS, para que clarifiquem as suas opções sobre o que deverá ser o futuro governo do país e a conduta face à política económica e a relação com os credores. A esquerda deverá agir junto do PS com a máxima energia para que clarifique nas suas opções fundamentais.

4) O CN valorizou o enorme contributo que a mudança política na Grécia veio trazer à esperança dos povos europeus. Considera que a mudança na Grécia ilustra como uma política alternativa e que contém no seu seio forças revolucionárias apontadas à transformação do capitalismo, pode conquistar o governo por via eleitoral na base de perímetro muito alargado de apoios na sociedade. E como, sendo grega na sua génese, se coloca perante a Europa como força que procura transformar a realidade no conjunto do continente, para que os povos possam construir um espaço solidário e coeso, naquilo que é afinal o projeto internacionalista que está na base de todos os sonhos progressistas. A liderança grega, o Syriza, como força integrante do partido europeu da esquerda, mostram finalmente como a assunção de responsabilidades governativas pode ser uma alavanca para conquistar concessões e avanços favoráveis à remodelação política e económica. Como se tem justamente afirmado, cabe agora aos democratas nos outros países europeus e em Portugal conquistarem posições a abrirem mais as portas que os gregos começaram a abrir.

5) A batalha política próxima das legislativas é a prioridade para a RC. Contudo, a RC considera que se deve trabalhar para encontrar uma solução abrangente no centro-esquerda e na esquerda que consiga mobilizar o eleitorado para uma vitória nas presidenciais por forma a mudar a correlação de forças nesse órgão de soberania.

A RC apela à mobilização dos portugueses para se alcançar a derrota da coligação de direita por forma a conseguir-se uma saída de governo entre o centro-esquerda e a esquerda na base de um programa mínimo que responda à urgência social e enfrente os credores. A candidatura Livre/Tempo de Avançar é a ferramenta capaz de gerar as condições para que uma solução nova e alternativa possa ter lugar em Portugal.


 

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