Comunistas.infoComunistas.infoComunistas.info
QUEM SOMOS
ACTUALIDADE
-
30 DE SETEMBRO DE 2015, QUARTA-FEIRA
FONTE: Jornal do Baixo Guadiana
POR: Carlos Brito
NA HORA DE VOTAR NÃO FALTAR
Carlos Brito apela à mobilização eleitoral em texto inserto no Jornal do Baixo Guadiana que aqui transcrevemos, com a devida vénia.
NA HORA DE VOTAR NÃO FALTAR

Uma abstenção gigantesca, que agrave a tendência das últimas eleições, pode afectar a representatividade dos resultados do acto eleitoral do próximo dia 4 de Outubro.

Essas taxas de abstenção bateram todos os recordes nacionais: 41,10 por cento nas legislativas de 2011; 47,4 por cento nas autárquicas de 2013; 66,2 por cento nas eleições para o Parlamento Europeu de 2014. Nesta últimas, o Algarve destacou-se pela negativa com um taxa de abstenção de 71,5 por cento.

Ainda que estas taxas possam estar empoladas por alguma desactualização dos cadernos eleitorais, os números são suficientemente assustadores para se perceber até que ponto a nossa democracia está ser enfraquecida. Nas últimas legislativas fora mais os eleitores que se abstiveram dos que votaram no PSD e no PS tomados em conjunto.

O risco desta tendência continuar e a abstenção aumentar ainda mais no próximo acto eleitoral já é indiciado pelas sondagens e até parece que há quem aposte nesse resultado, pois, pela primeira vez, vão realizar-se jogos de futebol da I Liga, com a intervenção dos principais candidatos ao título, no dia da eleições.

Por este caminho, aumentam as probabilidades do país vir um dia a ser governado por uma minoria muito pouco representativa do sentir dos portugueses.

É sabido que a causa principal desta tão grande abstenção reside na profunda decepção e no imenso descontentamento de uma larga faixa da população com a política que os sucessivos governos têm praticado à frente do país.

Alguns abstencionistas citam mesmo como causa próxima da sua atitude o total incumprimento das promessas feita por partidos, coligações e líderes políticos nas campanhas eleitorais e que logo são esquecidas quando se apanham no governo, onde até fazem o contrário do que prometeram, como em tantos casos recentes.

Alegam estes abstencionistas:

- Ah ele é isso, nos votos não me apanham mais.
Ou dito de outra deforma:

- Se é assim que procedem, governem-se, não contem comigo para votar.

Cuidam estes abstencionistas que estão assim, e com muita dureza, a penalizar os culpados e os traidores, quando, na verdade, lhes estão a facilitar a vida livrando-os de uma avalanche de votos contra, como aconteceria se os tais abstencionistas expressassem a sua indignação através do sufrágio.

Em democracia o voto é o instrumento para dizer sim ou não com eficácia. Não o usar é deixar que sejam os outros a decidir.

Tais são algumas das razões para na hora de votar não faltar.

Mas na hora de votar é também preciso optar.
No próximo dia 4 de Outubro a opção é claramente entre a continuidade e a mudança.

A continuidade significa mais do mesmo. É o prosseguimento do martírio da austeridade que os portugueses têm sofrido nos últimos quatro anos. São os cortes nos salários, vencimentos, pensões e subsídios sociais, o brutal aumento dos impostos e a multiplicação das taxas, o desemprego, a fome, o empobrecimento do país.

Basta ter presente o que tem sido este martírio para rejeitar a continuidade.

Quanto à mudança, ela é apresentada pela esquerda e compreende várias e diversificadas propostas. Apenas a Candidatura Livre/Tempo de Avançar defende expressamente a convergência das mais importantes destas propostas. Todas as outras candidaturas preferem infelizmente avançar sozinhas e sem compromissos futuros. Mas não é difícil distinguir entre elas as que têm mais perspectivas, mais peso e força, mais credibilidade e condições para realizar uma efectiva mudança na política e na vida do país.
Na hora de votar, o mais importante é não faltar.


Carlos Brito



 

O seu comentário
Os campos assinalados com * são de preenchimento obrigatório

Digite em baixo os caracteres desta imagem

Se tiver dificuldade em enviar o seu comentário, ou se preferir, pode enviar para o e-mail newsletter@comunistas.info.