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15 DE MAIO DE 2008, QUINTA FEIRA
Jorge Nascimento Fernandes
Sectarismo no Avante!
Com uma semana de atraso chama-se a atenção para um comentário de Henrique Custódio, inserto no Avante!, a uma comemoração do Maio de 68 promovida pelo Bloco de Esquerda. O sectarismo ataca de tal modo o autor que este, incapaz de discutir uma ideia que seja, limita-se a gozar com a organização de uma iniciativa que é igual a milhentas outras promovidas pelo PCP. Textos como estes não podem passar desapercebidos à Renovação Comunista que pugna pela união da esquerda, contra o Governo do Sócrates.
Num artigo de um tal Henrique Custódio, na rubrica A Talho de Foice, do jornal Avante!, é feita referência a uma comemoração que ia ter lugar no ISCTE, no dia 10 de Maio, promovida pelo Bloco de Esquerda sobre o Maio de 68.


Logo, no próprio título do artigo se inicia a provocação, O Maio deles, dando a sensação que os do PCP comemoram um outro Maio, o dos trabalhadores, esquecendo que dias antes trabalhadores do PCP e do BE e de outras tendências tinham desfilado até à Alameda Afonso Henriques sob a bandeira da CGTP.


Acho também estranho que se considere como o Maio deles, o Maio de 68, quando o PCP, que eu me recorde, organizou, numa outra data redonda, um colóquio sobre o Maio de 68. Mas, passemos adiante.


Depois toda a prosa do artigo tem um tom chocarreiro, normalmente utilizado para retratar as iniciativas do primeiro-ministro ou da direita. Assim, um almoço transforma-se em “patuscada”, o “comício da praxe é abrilhantado pelo inevitável Francisco Louçã, esse líder fatal das “esquerdas” e são promovidos “artistas mimosos” de uma dada banda.


Depois, é insinuado que “por um conto réis ida-e-volta” se podia vir “passear” a Lisboa, para ouvir o Louçã, tal como os “excursionistas que vinham aos Maios promovidos pelos salazaristas nunca souberam quem era o tal “Baltazar” (faz referência à canção do Sérgio Godinho) que lhes pagava as viagens”. Ou seja, concretizando, as pessoas que vinham ouvir o Louçã, vinham só porque lhes pagavam a viagem, tal como no tempo de Salazar se fazia, quando se queria uma sala cheia.


O tom continua, agora fazendo referência a onde é que o Bloco foi arranjar dinheiro para fazer tal comemoração, já que os preços de participação eram baixos.


E termina, afirmando que o BE já arranjou lugar para si, “como se vê por esta adaptabilidade aos truques “do mundo novo” que medra por aí”.


Não quis deixar de lhe fazer referência a este artigo, tal é a rasquice e o sectarismo que medram na mente de certos escribas do Avante!, com a autorização do seu Director, o José Casanova.


Em todo o artigo não há uma ideia sobre o Maio de 68, alguma divergência sobre a oportunidade da comemoração, só há galhofa e graves insinuações sobre um tipo de realização que é, do ponto de vista organizacional, igualzinha às do PCP.


 

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